Segundo playtest de Nos sonhos da cidade

Este saiu meio que sem querer…

Eu e o Julio Matos tínhamos combinado de jogar Dungeon World mas vários jogadores faltaram (estávamos apenas com três) então topamos um segundo playtest do Nos sonhos da cidade, que dá para jogar sem problemas com apenas três jogadores.

Como esperado, já notamos mais alguns novos pontos de melhoria…

Nos sonhos da cidade - playtest 2

O equilíbrio dos testes novamente se mostrou algo a ser tratado, porém desta vez foi justo o contrário.

Na construção ambos os jogadores acabaram com Reis (K) como personagens e sobraram Valetes (J) para os Pesadelos, então mesmo com a carta adicional estes ficaram fáceis demais.

Vou testar a ideia do Leonardo Cunha de deixar um 6 natural passar em testes mesmo que não atinja a dificuldade para dar uma equilibrada, porém apenas se a dificuldade não for maior que o dobro do valor tirado + Relíquias usadas.

A intenção aqui é permitir um acerto crítico estilo sistema D20, mas que se torne mais difícil para personagens poderosos (tirar dois 6 com a Q e três 6 com o K). — Como alternativa, talvez o 6 permita ao jogador criar uma Relíquia em tempo real (sacar uma carta do baralho para adicionar ao teste), o que daria um sentido de improvisação para a cena.

A narrativa compartilhada presente no jogo não possui mecânicas próprias para ela, sendo deixada totalmente a cargo dos jogadores. Mas o Julio me fez perceber que narrativa compartilhada sem regras só funciona em sonhos (trocadilho sem graça :P).

Assim, vou pensar em algumas regras para incentivar os jogadores a inventar mais durante a história (sugestões são bem-vindas).

Incrível como o cenário do jogo pode variar de uma aventura para a outra. No primeiro teste todo o cenário construído teve uma atmosfera obscura e com um clima de horror, porém nesta segunda foi quase um jogo de humor escrachado.

Isso me faz questionar se o jogo precisa de um cenário ou uma mitologia própria. Estou quase me convencendo de que sim, de modo até a mudar a resposta a “Sobre o que é o jogo?”. A minha intenção desde o começo é que cada área da cidade seja construída com liberdade criativa total — podendo uma área ser uma estação espacial futurística e outra uma aldeia medieval — mas as áreas são lugares e enquanto podem variar o ambiente não precisar mudar a atmosfera.

Outra coisa que me faz pensar nisso é algo que o Julio também comentou — que, uma vez que os PJs não possuem motivações próprias, falta um sentimento de urgência para eles partirem em solução dos problemas da cidade.

Em resumo, talvez eu amarre mais o clima obscuro do jogo de forma a torná-lo um jogo de horror, ao invés de apenas um jogo de fantasia como era a ideia original.

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